Restauração
Ecológica
Promovendo inclusão econômica e justiça ambiental através da restauração ecológica






Restaurar é cuidar da vida que sustenta outras vidas.
Na Murundu, restaurar é um compromisso com a dignidade da vida, da que pulsa agora e da que ainda vai nascer. É garantir o direito das crianças de hoje, e das que virão, a crescer em ambientes saudáveis, férteis e vivos. É nutrir a saúde da terra e das pessoas por meio da agroecologia, cultivar alimentos com afeto e conhecimento ancestral, e semear justiça climática em cada canto da Caatinga.
Mais do que uma prática técnica, acreditamos na restauração como cultura viva, construída no dia a dia das comunidades. Uma cultura que reconhece a centralidade das mulheres, dos quintais, dos saberes tradicionais e da coletividade. Por isso, fortalecemos arranjos de governança que nascem do chão, respeitam os tempos do bioma e valorizam o protagonismo popular.
Foi nesse espírito que a Murundu ativou, e hoje realiza, a secretaria executiva da ReCaa: a Rede para a Restauração da Caatinga. Um coletivo diverso que atua por uma restauração ecológica política, socialmente justa e culturalmente enraizada nos povos da Caatinga, respeitando as singularidades desse bioma único no mundo.
É dessa mesma visão que brota o Projeto Siriri: da dignidade à floresta.
O Siriri nasce de um jeito que começa pelas pessoas. Parte do entendimento de que não há restauração ecológica possível sem restaurar, antes, a dignidade das vidas humanas que habitam e cuidam da terra.
Por isso, nossa primeira ação é fortalecer a base agroecológica das comunidades. A partir daí, construímos juntas a Certificação Participativa Orgânica, organizamos o fornecimento para a agroindústria da sociobiodiversidade da Murundu, a nossa fábrica comunitária de polpas de frutas orgânicas, e estruturamos redes de produção com mulheres, jovens e povos tradicionais.
Foi assim que nasceram os Pré-Núcleos de Certificação Participativa Orgânica Morada do Sol e Sementes Nativas, conectando os quintais, saberes e sonhos das comunidades do Tejuco, Barriguda, Fundão, Taquari, Guiné de Cima, Barra-Frio, Corcovado, Serra Negra, Matão e Cruz.
O Siriri é um projeto que cuida das pessoas e da terra ao mesmo tempo. Quando o povo está no verde, feliz, comendo bem e participando das decisões, aí sim a gente vai pras beiras de rio, pras áreas de preservação, pras nascentes, cuidar da Caatinga. Porque o cuidado já está sendo praticado, na comunidade, no coletivo, na economia do afeto e da regeneração.
O Projeto Siriri é uma iniciativa da Escola Murundu, realizada pela Associação Comunitária Murundu em parceria com a Rede Povos da Mata e a Raízes do Sertão, com financiamento do Instituto Mahle.
O Projeto Siriri é isso: um caminho de dentro pra fora. Da dignidade à floresta.
Restauração de Ecossistemas pode gerar até 2,5 milhões de empregos no Brasil até 2030'
Pedro Brancalion
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